23.2.12

Oniris Causa

sonhos,
esses colchões suspensos em que te deitas e levitas às tantas,
sonhos, esses, às tantas, suspensões da tanta lógica que te atormenta.

no interstício dos sentidos despertos-alerta,
a lógica repousa merecidamente,
virando, logo, lógica dormente

e no sonho suado,
encontras a verdade que na realidade eles chamam de quimera.

17.2.12

Dia-logos

Quero escrever coisas sim num dia não

Mas o dia não não deixa

A minha mãe não deixa

A minha mão não deixa


Vou apagar as coisas não num dia sim

Mas a borracha não deixa

A memória

E as coisas não deixam


- Deixa para lá

É só mais um dia não e

Menino sim não se queixa

Que eu cá não deixo