Por esta altura, os «shinny happy» Pólo Norte fazem o «warm up» para o concerto dos Hot Hot Heat.
Amanhã, encerram o certame o rapper Ice-T e o projecto de electrónica gélido-minimal Hot Chip.
17.11.08
12.11.08
Cacos (Ideia Macaca)
Casacos, sacos e miniaturas de macacos
Estavam sobre uma mesa, quando me deixaste... em cacos.
E os casacos, sacos e miniaturas de macacos
Assistiram a toda aquela destrutiva sinfonia-cacofonia que me conduziu a um...
Caco que é um homem em cacos.
Ponto da situação:
O casaco rasgou-se.
Os sacos ficaram inutilizáveis.
As miniaturas de macacos transformaram-se, como eu, em cacos.
Juntaram-se a mim, no chão.
Tu olhavas para o cenário e sorrias.
«Aqui está uma bela porta para o Belo, um pedaço de arte», pensaste.
Eu, em cacos, achei por bem deixar-te também... em cacos.
Não por vingança.
Não por me teres deixado... em cacos,
Mas por quereres fazer de mim, em cacos,
E dos meus amigos cacos, ex-miniaturas de macacos,
Meros instrumentos para insuflares o teu ego
Numa galeria de arte de Berlim, de caviar na boca e champanhe na mão.
Aproximaste-te.
Nós, eu e os ex-macacos em cacos,
Numa estratégia belicista, erguemo-nos da mesa e cercamos-te.
Reunimos esforços.
Caco a caco, construímos um vaso onde ficaste
Entalada,
Sufocada,
E finalmente petrificada.
Eis que... entra na sala um macaco real, desajeitado, e...
Eis que deixa tombar... o vaso.
Estalados no chão, em cacos,
Eu, tu, e as ex-miniaturas de macacos
Somos ridicularizados pelo macaco a sério,
Pelo saco inutilizado,
E pelos casacos rasgados
Sobre a mesa estendidos.
Rendidos à evidência da insignificância de meros cacos.
Estavam sobre uma mesa, quando me deixaste... em cacos.
E os casacos, sacos e miniaturas de macacos
Assistiram a toda aquela destrutiva sinfonia-cacofonia que me conduziu a um...
Caco que é um homem em cacos.
Ponto da situação:
O casaco rasgou-se.
Os sacos ficaram inutilizáveis.
As miniaturas de macacos transformaram-se, como eu, em cacos.
Juntaram-se a mim, no chão.
Tu olhavas para o cenário e sorrias.
«Aqui está uma bela porta para o Belo, um pedaço de arte», pensaste.
Eu, em cacos, achei por bem deixar-te também... em cacos.
Não por vingança.
Não por me teres deixado... em cacos,
Mas por quereres fazer de mim, em cacos,
E dos meus amigos cacos, ex-miniaturas de macacos,
Meros instrumentos para insuflares o teu ego
Numa galeria de arte de Berlim, de caviar na boca e champanhe na mão.
Aproximaste-te.
Nós, eu e os ex-macacos em cacos,
Numa estratégia belicista, erguemo-nos da mesa e cercamos-te.
Reunimos esforços.
Caco a caco, construímos um vaso onde ficaste
Entalada,
Sufocada,
E finalmente petrificada.
Eis que... entra na sala um macaco real, desajeitado, e...
Eis que deixa tombar... o vaso.
Estalados no chão, em cacos,
Eu, tu, e as ex-miniaturas de macacos
Somos ridicularizados pelo macaco a sério,
Pelo saco inutilizado,
E pelos casacos rasgados
Sobre a mesa estendidos.
Rendidos à evidência da insignificância de meros cacos.
11.11.08
Olá, Adeus.
Olá, sou o Estereótipo.
Uma cassete stereo de 90 minutos, cuja fita só é ouvida até aos 2 minutos e 3 segundos.
Olá, sou o Cliché.
Um chiclete mascado até ao vómito.
Olá, sou a Aparência.
E acabei de fingir que percebo muito de fachadas.
Olá, sou o Pseudo.
E acabei de ir ao dicionário ver como se escreve «pseudo» em tailandês.
Olá, eu sou a Generalização.
E tenho a certeza que os generais são todos uns mauzões.
Olá, eu sou a Simplificação,
E acho que essa balela da complexidade é coisa de gente complicada.
Olá, eu sou a Tolerância.
E até tolero o ser mais intolerável do mundo.
Olá, eu sou o Amor.
E odeio todos os que não amam.
Olá, eu sou o Super-Homem Pró-Vida.
E sei bem o que fazia a esses abortos suicidas e gentalha pró-morte.
Uma cassete stereo de 90 minutos, cuja fita só é ouvida até aos 2 minutos e 3 segundos.
Olá, sou o Cliché.
Um chiclete mascado até ao vómito.
Olá, sou a Aparência.
E acabei de fingir que percebo muito de fachadas.
Olá, sou o Pseudo.
E acabei de ir ao dicionário ver como se escreve «pseudo» em tailandês.
Olá, eu sou a Generalização.
E tenho a certeza que os generais são todos uns mauzões.
Olá, eu sou a Simplificação,
E acho que essa balela da complexidade é coisa de gente complicada.
Olá, eu sou a Tolerância.
E até tolero o ser mais intolerável do mundo.
Olá, eu sou o Amor.
E odeio todos os que não amam.
Olá, eu sou o Super-Homem Pró-Vida.
E sei bem o que fazia a esses abortos suicidas e gentalha pró-morte.
10.11.08
Democrazy
Obama declama, com chama.
Dá aos utópico-oníricos uma suculenta mama.
Estados Unidos da Ilusão.
Estados Unidos da Paixão.
Estados Unidos da Prudência.
Estados Unidos da ... Reticência.
Estados Unidos do Mundo.
BPN no fundo.
Ontem: «Laissez-faire» la economie, la finance.
Hoje: «Laissez-faire» une nationalisation.
Reagan, fosse hoje vivo, seria provavelmente um esquerdista vegan...
«Perucado».
A pedir mais Estado.
Estava-se mesmo a ver ou não?
Sim, «estada-se», «estada-se», quando isso é capital.
E depois mudamos de cargo, ou de profissão, metemos uma barba e tal,
E já ninguém se lembra e tal.
E reincidimos com nova pele, qual camaleão-papão.
Uma escabrosa e zig-zagueana longa-metragem reduz-se a uma tolerada curta.
A verdade tem perna e memória curta.
Privatizem-se as praias,
A ANA,
O José,
A Maria,
O canavial,
Todo e qualquer hospital!
Privatize-se o horizonte,
O Oceano Atlântico,
Os súbditos,
O Alqueva,
O Alentejo,
O Algarve.
Portugal.
Mas, por favor, não me nacionalizem o quintal.
E tu, Senhora Ministra Altiva Milú,
Põe-te em guarda,
Senão, qualquer dia, vais tu.
Olha o Mafu, olha o Mafu.
Na noite parda,
Pela calada,
Eles avaliam-te a carne.
Dissecam-te o corpo.
Classificam-te a bílis.
Abafam-te o pio.
Intransigentemente.
À tua imagem e semelhança.
A bem de uma melhor escola pública.
Uma escolha pública, portanto.
Um excomungado comunista, ex-homem-do-tempo, com tempo para ser populista (do PND-Madeira)
Ergue uma suástica em bandeira nazi.
Espalha-se a azáfama por ali.
E o PSD-Madeira atira a democracia à fogueira.
Cavaco assiste, mudo e sereno.
A PSP faz o que na TV se vê.
Democradura é feno.
Uma no cravo, outra na ferradura.
Yes we can.
That's entertainment.
That's music for the masses.
That's Democrazy.
Dá aos utópico-oníricos uma suculenta mama.
Estados Unidos da Ilusão.
Estados Unidos da Paixão.
Estados Unidos da Prudência.
Estados Unidos da ... Reticência.
Estados Unidos do Mundo.
BPN no fundo.
Ontem: «Laissez-faire» la economie, la finance.
Hoje: «Laissez-faire» une nationalisation.
Reagan, fosse hoje vivo, seria provavelmente um esquerdista vegan...
«Perucado».
A pedir mais Estado.
Estava-se mesmo a ver ou não?
Sim, «estada-se», «estada-se», quando isso é capital.
E depois mudamos de cargo, ou de profissão, metemos uma barba e tal,
E já ninguém se lembra e tal.
E reincidimos com nova pele, qual camaleão-papão.
Uma escabrosa e zig-zagueana longa-metragem reduz-se a uma tolerada curta.
A verdade tem perna e memória curta.
Privatizem-se as praias,
A ANA,
O José,
A Maria,
O canavial,
Todo e qualquer hospital!
Privatize-se o horizonte,
O Oceano Atlântico,
Os súbditos,
O Alqueva,
O Alentejo,
O Algarve.
Portugal.
Mas, por favor, não me nacionalizem o quintal.
E tu, Senhora Ministra Altiva Milú,
Põe-te em guarda,
Senão, qualquer dia, vais tu.
Olha o Mafu, olha o Mafu.
Na noite parda,
Pela calada,
Eles avaliam-te a carne.
Dissecam-te o corpo.
Classificam-te a bílis.
Abafam-te o pio.
Intransigentemente.
À tua imagem e semelhança.
A bem de uma melhor escola pública.
Uma escolha pública, portanto.
Um excomungado comunista, ex-homem-do-tempo, com tempo para ser populista (do PND-Madeira)
Ergue uma suástica em bandeira nazi.
Espalha-se a azáfama por ali.
E o PSD-Madeira atira a democracia à fogueira.
Cavaco assiste, mudo e sereno.
A PSP faz o que na TV se vê.
Democradura é feno.
Uma no cravo, outra na ferradura.
Yes we can.
That's entertainment.
That's music for the masses.
That's Democrazy.
4.11.08
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