19.8.09

talking in

* Now talking in Bibliotheca de Babel
eleanor-rigby:- tas bem?
noia:- taçe?
Mongo:- catamos
Mongo:- estou a ser atacado por um gajo que só tem uma aldeia)
noia:- uiii
noia:- onde?
eleanor-rigby:- guerraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
eleanor-rigby:- soldadosssssssssss
eleanor-rigby:- nobres!!!!!!!!
noia:- ihih
eleanor-rigby:- vou dormir!!!!
eleanor-rigby:- te amanhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
eleanor-rigby:- bjssssssssssssss
noia:- t amanha beijos
Mongo:- no k
Mongo:- uma aldeia de bárbaros que conquistei hoje
noia:- então ele já tinha mandado os ataques?
Mongo:- acho que não
Mongo:- quando a conquistei não tinha nenhum ataque
Mongo:- agora tenho
noia:- que tontinho
Mongo:- )
Mongo:- vou deixar o ataque bater
Mongo:- a aldeia não tem tropa
Mongo:- e tem pouca muralha
noia:- http//www.mnba.org.ar/obras_autor.php?autor=&opcion= que coisa mai feia
Mongo:- )
Mongo:- é uma camponesa
noia:- sim, não gosto
noia:- tinha que fazer a camponesa feia?
Mongo:- a que serviu de modelo devia ser feia)
noia:- pois
Mongo:- já conquistaste as aldeias que reservaste?
noia:- sim
noia:- devia apagar
Mongo:- vê mais aldeias ali a sul e reserva
noia:- amanhã
noia:- hoje estou imprópria
Mongo:- pois, tb eu)
Mongo:- adormeci depois do jantar e fiquei esquisito
noia:- eu bebi água demais
noia:- tou com barriga de água
Mongo:- )
Mongo:- já puseste as maias nas portas por causa do carrapato?)
noia:- xiii
noia:- na aldeia fazia isso
noia:- n tenho maias aqui
Mongo:- aqui no porto ainda se faz)
Mongo:- a minha mãe até pôs maias no meu carro)
noia:- e no dia das maias tinhamos que levantar cedo
Mongo:- )
noia:- ahah
noia:- gostei dessa da tua mãe
Mongo:- ela põe maias por todo o lado)
noia:- e faz muito bem
noia:- devemos fazer aquilo em que acreditamos
noia:- n és tu que dizes que és o lugar onde te sentes bem?
noia:- a tua mãe sente-se bem nesse lugar das maias
Mongo:- pois é)
Mongo:- ela curte as tradições
noia:- óptimo
noia:- a minha mãe queimava alecrim qd dava trovoada
noia:- e rezava a santa bárbara
Mongo:- a minha mãe tb tem uma série de superstições
Mongo:- até lhes perco a conta)
noia:- n te contei aquela cena da minha mãe de transportar a cama em dia de trovoada?
Mongo:- acho que não
noia:- então foi assim que aconteceu
noia:- a minha casa era de primeiro andar e os quartos eram em cima
noia:- um dia deu uma daquelas trovoadas pavorosas
noia:- a minha mãe resolveu desmanchar uma cama lá de cima e transportar para o res-do-chão
noia:- sabes como eram as camas antigas, uma trabalheira
Mongo:- eu sei)
noia:- então ela e nós pequenitos peça por peça veio a cama aos bocados para baixo
noia:- transportar o colchão foi uma saga
noia:- e nós uns a rir e os outrpos espantados
noia:- em baixo montamos a cama e qd finalmente estava montada deitamo-nos os seis na cama
noia:- vai daí deu um trovão tão grande que parecia que o mundo ia abaixo
noia:- a minha mãe deu um salto da cama e em pânico disse que era castigo de deus por termos transportado a cama
Mongo:- )
noia:- então, desmanchamos a cama, subimos, peça por peça montamos a cama e cada um foi dormir no seu quarto, entretanto já quase era manhã
Mongo:- eu tenho um primo que quando era puto e trovejava
Mongo:- dizia que era deus que nos estava a mastigar)
noia:- ahah
Mongo:- vou descansar
Mongo:- noia, hastaaaaaaaaaaaaa
Session Close Fri May

Metal Heart (p/ Chan Marshall)

Vil e brilhante coração,
A tua vilã dona entregou-se às autoridades.

O teu coração de metal... oxidou.



17.8.09

Penso eu de que...

E se amanhã de manhã a bandeira azul e branca do Futebol Clube do Porto aparecesse hasteada no estádio da luz? Era brincadeira de rapazes ou eram os filhos da pauta das claques do Porto a provocar os bons rapazes do Benfica?

15.8.09

labirinto

E desenhou à sua volta um labirinto tão perfeitinho que agora não lhe encontra a saída.

12.8.09

HELP!

pois é, meus caros amigos.
a dada altura, passei a desconfiar de quase todos os ISMOS.

não falo dos sismos ou dos abismos,
mas das ideias, das ideologias e dos movimentos artísticos e culturais, que levados muito a sério, e «ao peito», tornavam-nos - a eles e a nós - locais infrequentáveis, tóxicos fundamentalistas.

pois, dizia eu, tornei-me um acérrimo adepto da desconfiança.
criei um ismo, sem querer:
o «DESCONFIANCISMO».
e agora não sei como resolver esta contradição.
alguém ajuda?

11.8.09

Olhos anfíbios

Em torno de um copo,
há um caldo de diamantes entornado,
sobre um caldo verde já esfriado,
sobras de um farto banquete no ilustre «Paquete do Amor», em Alto Mar-mor-to.
A misericórdia que a «Santa Casa of The Rising Sun» sente por mim comove-me.
Choro copiosamente.
Copio os choros desalmados de todas as almas deste mundo.
Elas, as «bordelinhas», que bordam a sedução a bordo do Paquete, têm piedade de mim.
Ele, meu Deus, tem piedade de mim.
A Pietá tem piedade de mim.
Até a tão nobre Piedade tem piedade de mim.
Enquanto vejo os Jogos da Santa Casa da Misericórdia na TV, rio-me à fartazana com os cânticos dos números profanos, quase gregorianos.
Enquanto perpasso a escuridão do túnel do Marquês, canto, de peito aberto, o Cântico dos Cânticos,
Enquanto, nas paredes intervencionadas por artistas de Nova Iorque e Vila Nova de Foz Côa, vejo imagens de Sade a beijar o dorso de um abade.
Há-de vir a Luz, há-de (creio).
Incandescente?
Em raio?
Florescente?

Viagens na minha terra

Medidor era a sua profissão.
Passou quase uma vida a medir a distância entre uma terra e outra com uma régua de vinte centímetros.
Sempre que se enganava voltava atrás.
Numa vida inteira nunca saiu da sua terra.
Nem sabia de que terra era.
Morreu.
Tiraram-lhe as medidas...
com uma régua de vinte centímetros.
Regressou à terra, ninguém sabe onde.

Conde Lírios

10.8.09

The dark side of the man ou uma sombra conde lírios

Era um homem e a sua sombra. Cansada a sombra seguia o homem, subiam a colina. Era um dia de sol daqueles em que o ar quente até faz ondinhas no ar.
O homem caminhava um pouco curvado. A sombra arrastava-se colada a ele pelos pés, tão leve que não machucava a relva da colina, tomava antes a forma da relva, das pedras.
Era uma sombra delicada. Mas estava farta da sina de sombra de seguir o homem. E do sol que lhe mudava a forma. Ora ficava muito fininha, uma sombra giacometti mas sem o nariz de pinóquio, ora uma sombra gorda botero mas sem cor. Com tanta luz e ficava sempre escura. E decidiu que queria parar, descansar. Apanhou uma pedrita do chão e atirou nas costas do homem. Este virou-se e estranhou não ver ninguém. Mas a sombra falou. Deixa-me ficar aqui, disse-lhe. O homem levantou um braço, coçou a cabeça. E a sombra, contrariada levantou também um braço. O homem respondeu, não posso deixar-te ir, um homem tem que ter sombra. Talvez tu sejas o meu lado escuro. Repara que quanto mais luz, mais sombra. Com pouca luz mal te distingo, ficas difusa. Com muita luz consigo ver-te melhor. Sei-me melhor.
E lá continuaram até ao cimo da colina onde o homem se sentou debaixo de uma arvore, adormeceu e a sombra descansou.
A sombra acordou primeiro do que o homem empurrada pelo movimento de rotação da Terrra.
Olhou para o homem, inerte, quase como morto... mas o que era aquela névoa azulada que lhe escorria da fronte?
Talvez seja um sonho, pensou.
A sombra recuou dois passos, franziu as sobrancelhas e ficou a mirar o homem por mais uns segundos.
Nunca lhe tinha ocorrido que o homem tivesse sonhos.

8.8.09

Fatalismos

Era um homem que queria não ter nascido.
Nasceu de uma cena de ciumes e achava injusto não ter sido consultado antes do acto de que nasceu.
Andou a remoer naquilo até que decidiu. Procurou na ponta do pé e encontrou a ponta do fio do remate final de quando o fabricaram. Puxou o fiozinho e foi fazendo um novelo, puxando e novelando. Primeiro os pés, depois as pernas até aos joelhos. Reparou que estava a ficar mais baixinho. Reparou também que já não conseguia dar saltinhos para olhar pela janela. Fixe, resulta. Então continuou a desmanchar-se e a novelar-se.
Quando só sobravam as mãos, apertou com força o novelo de si e atirou-se exactamente para o dia 13 de fevereiro de 1960.
Caíu exactamente no meio da cena de ciúmes da qual tinha nascido.
Estavam à espera. A cena de ciúmes não podia arrancar sem ele.

7.8.09

mornig-glory-story

"blitz" a complicar o dia - ainda mal depertei, tenho o cliché de um olho aberto e outro fechado - Verão & chuva - sinto macacos na pele - urbanismo é mais um ismo na minha vida:ismo - lavei os pés - ignorei o carteiro - desfiz-me da pele ao pequeno-almoço - morgen... beijo beijo, - pastilha-elástica ou chiclet? - sapatilhas castanhas e desço as escadas sem guarda-chuva - Autocarro a transpirar mil.e.um.cheiro (agrada-me) - telemovel=chatisse - Echo & the Bunnymen a ecoar na cabeça, ainda da noite passada - cão transeunte - cão chapitô - mornig-glory-story

6.8.09

Morna-Morning

Dançamos morna num fim-de-tarde morno.
Cabo Verde está azul, melancólico, taciturno.

(Vira-vira o turno, seu gatuno)

Morna morning em lá e ré menor.
O Sol Maior virou-nos as costas.

Tu és, por esta altura, ré num processo absurdo (por usares calças!).
E eu acabei de me afogar, nu, sem pé.
Morro na praia, com muito dó...
Não resolvi a tempo a cãimbra no pé.
Provavelmente para me safar bastava... não estar só.

5.8.09

a grande cagada

Entre cagar e sexar, escolho cagar.
Cagalhão não tem ego.
No fim não tenho que abraçar o cagalhão
e dizer que foi bom.

Mesmo que tenha sido uma grande cagada.