hip.hop.otamo.
átomo.
omo.
lomo.
gomo.
gin.tonic.
bic.
phonik.
avic.
avic.moi.
ikea.
ya.
epá.
porreiro.pá.
benetton.
tom.jobim.
amon.tobim.
bimbo.
limbo.
cool.
álcool.
col.gate.
watergate.
amei-te.
pin.
pino.
pina.bausch.
bosch.
de.bosch.
al.
all.
all.garve.
all.arve.
pirata-bay.
bay-tata.
bata.
gola.
barata.
nem.ata.nem.desata.
fetal.
eta.
ética.
etic.
etcetera.
& tal.
30.6.09
29.6.09
Sussurro-Lirismo (Para o Buñuel)
rasgo o olho esquerdo com uma pena de corvo.
chego ao cérebro, após quebrar a casca da noz.
esmago o miolo, como quem esgama um tomate.
e enquanto isso:
um cão, cauda iluminada, pirilâmpica, de Andaluz, anda à solta nas minhas costas.
mija, sobre o meu «costedo», um poema que não consigo ler (nem ao espelho),
entretanto:
vou fumando um salmão,
nas brasas quentes, estendidas na palma da minha mão.
e sussurro...
su-su-rro:
«lirismo»
chego ao cérebro, após quebrar a casca da noz.
esmago o miolo, como quem esgama um tomate.
e enquanto isso:
um cão, cauda iluminada, pirilâmpica, de Andaluz, anda à solta nas minhas costas.
mija, sobre o meu «costedo», um poema que não consigo ler (nem ao espelho),
entretanto:
vou fumando um salmão,
nas brasas quentes, estendidas na palma da minha mão.
e sussurro...
su-su-rro:
«lirismo»
Servidão XXI
A - ainda não te disse de quem sou agora servo?
B - não.
A - toca-me. sou servo de uma figura proeminente de Portugal.
B - e isso deixa-te assim tão feliz?
A- camandro, quando souberes quem é, deixas logo essas dúvidas de lado.
B - quanto recebes?
A - uns trocos apenas... mas o que é que isso interessa se esses trocos vêm das mãos do DR. SR. MEU PATRÃO Bmiro?
B- ...
A- o que foi? estás assim por não ter conseguido o emprego numa fábrica do ilustre Amoim?
B - ... ele não te disse que tu és um dos responsáveis por esta crise?
A - algo do género, mas ser responsável por uma Sr. Crise Histórica não é um motivo de orgulho?
B - se és feliz assim, quem sou eu para dizer o contrário...
B - não.
A - toca-me. sou servo de uma figura proeminente de Portugal.
B - e isso deixa-te assim tão feliz?
A- camandro, quando souberes quem é, deixas logo essas dúvidas de lado.
B - quanto recebes?
A - uns trocos apenas... mas o que é que isso interessa se esses trocos vêm das mãos do DR. SR. MEU PATRÃO Bmiro?
B- ...
A- o que foi? estás assim por não ter conseguido o emprego numa fábrica do ilustre Amoim?
B - ... ele não te disse que tu és um dos responsáveis por esta crise?
A - algo do género, mas ser responsável por uma Sr. Crise Histórica não é um motivo de orgulho?
B - se és feliz assim, quem sou eu para dizer o contrário...
18.6.09
16.6.09
Em Absurdina
Mata-me em absurdina.
Afoga-me em absurdina.
Rapa-me os pelos em absurdina.
Come-me os timpanos em absurdina.
Regurgita-me em absurdina.
Lambe-me em absurdina.
Faz-me-o-amor-em-absurdina.
Mas nao te deixes cair em tentacao.
Afoga-me em absurdina.
Rapa-me os pelos em absurdina.
Come-me os timpanos em absurdina.
Regurgita-me em absurdina.
Lambe-me em absurdina.
Faz-me-o-amor-em-absurdina.
Mas nao te deixes cair em tentacao.
15.6.09
13.6.09
Avitaminose
Nasceu-me um furúnculo no pacote do leite mesmo ali junto da tampinha. A mimosa andava com falta de vitaminas.
11.6.09
Bosque Azul
Actuou espontaneamente, para nós, no Bosque Azul, a Orquestra Sinfónica das Moscas. Sem decreto, veto, nem protocolo.
Seguiu-se-lhe o embriagado embriagante Coro dos Mafarricos - em ambiente intimista, num anfiteatro anfíbio do ermo [um ex-exílio asilo de enfermos e ditos loucos, ou hiper-lúcidos].
Após um silêncio ensurdecedor e insurgente, um «finale» em grito mudo feriu os tímpanos do leão, que lambia os testículos, junto da sua amada efémera, a sete segundos da morte.
Os monges eremitas de Ermida estavam lá, como interiores domésticos tétricos e herméticos.
As prostitutas das Red Lights deste mundo peregrinaram até ali também.
Coube-lhes a virgem «acção» de acender os néons da redenção.
Respondeu à chamada uma criatura de palmo e meio chamada Sininho Björk-Monk. Ensinou-nos a miar pelos sovacos e a assobiar pelo nariz.
E depois cerrámos os olhos e sonhámos com as lentes de contacto deste mundo.
Está baço, o vidro do carro. Está baço.
Seguiu-se-lhe o embriagado embriagante Coro dos Mafarricos - em ambiente intimista, num anfiteatro anfíbio do ermo [um ex-exílio asilo de enfermos e ditos loucos, ou hiper-lúcidos].
Após um silêncio ensurdecedor e insurgente, um «finale» em grito mudo feriu os tímpanos do leão, que lambia os testículos, junto da sua amada efémera, a sete segundos da morte.
Os monges eremitas de Ermida estavam lá, como interiores domésticos tétricos e herméticos.
As prostitutas das Red Lights deste mundo peregrinaram até ali também.
Coube-lhes a virgem «acção» de acender os néons da redenção.
Respondeu à chamada uma criatura de palmo e meio chamada Sininho Björk-Monk. Ensinou-nos a miar pelos sovacos e a assobiar pelo nariz.
E depois cerrámos os olhos e sonhámos com as lentes de contacto deste mundo.
Está baço, o vidro do carro. Está baço.
Ego...
...ismo
..tismo
...latria
Ter-se em grande conta.
Ceguetas.
O meu carro é melhor que o teu.
A caganita da (s)(t)personalidade.
10.6.09
Arrequéburro..
Nem sei porque fazem eleições.
Nada mudou, nem a pia nem os porcos.
Tão arrogantes, tão donos de certezas.
Plutocracia!
Mais do mesmo.
Com D ou sem D, são iguais.
Um manguito não para eles mas nós, os masoquistas.
Hoje é o dia de festejar o passsado, certo?
De quando eramos bons na degola, no transporte de escravos e a surripiar especiarias, difundindo a fé, claro.
Absurdamente xicuspertos, absurdamente burros.
Mispanto, mavergonho.
Nada mudou, nem a pia nem os porcos.
Tão arrogantes, tão donos de certezas.
Plutocracia!
Mais do mesmo.
Com D ou sem D, são iguais.
Um manguito não para eles mas nós, os masoquistas.
Hoje é o dia de festejar o passsado, certo?
De quando eramos bons na degola, no transporte de escravos e a surripiar especiarias, difundindo a fé, claro.
Absurdamente xicuspertos, absurdamente burros.
Mispanto, mavergonho.
E depois de «Café & Cigarros»...
Jim Jarmusch realiza o filme-documentário «Empalhada de tremoços, amendoins e azeitonas», com...
[depositar nomes dos interlocutores-actores e diálogos na caixa de «comentários»]
[depositar nomes dos interlocutores-actores e diálogos na caixa de «comentários»]
8.6.09
social-partidocracia-melancia
parti os partidos ao meio, como se fossem uma melancia.
e eis as rimas que encontrei:
aparelhismo carneirismo
cadeirismo ceguismo
conveniente militância e
(alguma) conivente ganância.
e um canivete.
e um ventre de gráficos, bandeiras e soundbytes.
e sementes?
uma ou outra, mas especialmente:
mentes - dormentes - com todos os dentes (doentes).
e a melancia, com a sua militante elegância, beija-me os lábios e sussura-me ao ouvido:
«seu pateta idealista, é a festa da partidocracia,
travestida de democracia».
mas eu não me chamo salazar.
sou apenas um cidadão,
um coração partido a falar.
e eis as rimas que encontrei:
aparelhismo carneirismo
cadeirismo ceguismo
conveniente militância e
(alguma) conivente ganância.
e um canivete.
e um ventre de gráficos, bandeiras e soundbytes.
e sementes?
uma ou outra, mas especialmente:
mentes - dormentes - com todos os dentes (doentes).
e a melancia, com a sua militante elegância, beija-me os lábios e sussura-me ao ouvido:
«seu pateta idealista, é a festa da partidocracia,
travestida de democracia».
mas eu não me chamo salazar.
sou apenas um cidadão,
um coração partido a falar.
Quarto
folhas de jornais
é feito o meu tapete
roxo às riscas amarelas
como o vento quando voa
vagueando por meu quarto
espelho dançante
quando tudo se junta
nuvens incandescentes invandem meu quarto
Autoria: DizTânia
6.6.09
5.6.09
4.6.09
Duchamp Urinol
É Ducamandro.
Dadaísmo.
Guguísmo
Xexeísmo.
O urinol vai nu.
Cá de mim gosto de letra verdana, é arte.
Dadaísmo.
Guguísmo
Xexeísmo.
O urinol vai nu.
Cá de mim gosto de letra verdana, é arte.
2.6.09
Cantina Indie Experimental Trash - Ementa 3/6
aparas de lápis de cor vermelhas e azuis +
caroços de maçã reineta +
cortiça mestiça +
+ CO2 emitido pelos carros em trânsito, ao largo da Cantina.
caroços de maçã reineta +
cortiça mestiça +
+ CO2 emitido pelos carros em trânsito, ao largo da Cantina.
«Haverá sangue»
Lavar os pés com sangue.
Foi o seu passatempo predilecto, enquanto o teve.
Começou pelo ketchup,
Como um truque cinematográfico,
Mas quis levar a coisa até à mais real sensação.
Foi aí que Ofélia iniciou o seu fim.
Morreu afogada no seu próprio sangue.
Era bela Ofélia, era bela, Ela.
Foi o seu passatempo predilecto, enquanto o teve.
Começou pelo ketchup,
Como um truque cinematográfico,
Mas quis levar a coisa até à mais real sensação.
Foi aí que Ofélia iniciou o seu fim.
Morreu afogada no seu próprio sangue.
Era bela Ofélia, era bela, Ela.
Entrou no café de pijama, barrete, duas tranças no cabelo, a cachorra a espreitar debaixo do braço.
Pediu um café.
Tinha acabado de matar o amante.
Dizia ele que eram amantes, aqueles que se amam.
Comiam juntos, dormiam juntos, falavam de generalidades umas poucas vezes por ano quando ela se deslocava em viagem.
Não havia tempo para mais.
Matou-o e só lhe apetecia um café e um cigarro.
No bolso o anel que ele lhe oferecera ao jantar.
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